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The Flash – Série faz confusão com viagem no tempo e entrega um primeiro episódio fraco e confuso

Como fã, tanto do herói quanto da série, minha ansiedade para o retorno de The Flash estava gigante, tamanho que se deve ao hype criado pelos divertidos trailers liberados pela CW. Contudo, o primeiro episódio da terceira temporada da série – denominado Flashpoint – desestruturou a mitologia até então criada fazendo com o que havia sido estabelecido fosse rebaixado a um segundo plano.

Vamos começar com o que mais me incomodou: o fato de Barry não ter, a princípio, relação nenhuma com qualquer outro personagem além de seus pais e – de um hora para outra – todos eles se conhecerem a terem um entrosamento concreto. Em 42 minutos e 28 segundos, Barry convidou uma garota para sair; descobriu a identidade secreta do Kid Flash; teve perda de memória; almoçou com o Flash Reverso; virou melhor amigo de um bilionário em cinco minutos; sequestrou uma oftalmologista; fundou uma equipe; brigou com O Rival; contou um segredo importante para o Joe; pediu ajuda para o Flash Reverso; deixou sua mãe ser morta e fez com que sua linha do tempo original fosse modificada… Muita coisa, não? Pois é! Isso sem mencionar que todos os trailer da “3 temporada” eram na verdade trailers apenas do primeiro episódio.

A CW desperdiçou potentes versões do elenco principal com esse episódio inaugural, fato difícil de compreender sendo que uma das decisões mais bem elogiada pela crítica na segunda temporada foram as personalidades dos heróis em outra dimensão. Obviamente, já é sabido que as viagens dimensionais estarão presentes nessa season (como já foi mostrado no trailer do segundo episódio, chamado Paradox) e as personificações dos protagonistas voltarão para o enredo principal, conforme é o nome do sétimo episódio: Killer Frost (Nevasca).

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Mas houve também alguns pontos positivos em Flashpoint; Keiynan Lonsdale se encaixou adequadamente no papel de Kid Flash, cuja importância para The Flash dispõe-se a crescer cada vez mais. Foi interessante ver o modo que a CW fez para explicar a palavra “kid” (criança, em português) no nome do velocista, afinal nas HQs há uma diferença de idade notável entre o velocista escarlate e seu companheiro, diferença a qual é ocultada pelo fato do Grant Gustin ser apenas dois anos mais velho do que o Keiynan.

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Outro aspecto afável nesse episódio, foi seu vilão: O Rival. Com uma aparência bem exótica, ele conseguiu mostrar bastante carisma com seu jeito seguro de ser e expressou uma rivalidade avantajada sobre o Flash, concluindo que os dois terão épicos conflitos pela frente. Para finalizar, a série voltou com aquele equilíbrio entre drama e comédia pelos quais é tão amada.

Basicamente, os pontos principais desse primeiro episódio são esses. Esperava apenas que a CW estendesse as causas da viagem do tempo ocorrida no final da 2 temporada, entretanto, como isso não aconteceu, aguardo que a 3 temporada não seja uma bagunça e que possa inovar novamente o conceito de super-herói na TV.

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