Artigos Crítica Séries (TV Shows)

Invasion – O mega crossover se tornou uma mega decepção

Nessa última semana, aconteceu o mega crossover na The CW, aonde tivemos a junção das séries The Flash, Arrow, Supergirl e DC’S Legends Of Tomorrow. O evento com perspectivas ambiciosas se tornou uma piada de edição combinada com excesso de efeitos especiais, os quais, aparentemente, foram uma tentativa de distrair os fãs da decadência do roteiro.

Número de episódios

O último episódio de cada série antes do hiatus de final de ano contou a história Invasion. Uma divisão justa, mas que foi burlada pela própria CW ao transformar o início do crossover no episódio Medusa (1) em uma cena desnecessária, afinal a mesma foi repetida no episódio em The Flash. O problema maior é que, devido a vários erros, essa quantidade de episódios se tornou chata e repetitiva, mostrando em sua maioria histórias sem nexo no meio de um contexto maior cuja dimensão foi perdida devido ao foco desnecessário a essas crônicas.

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Cortes

Antes de afunilar a crítica, vamos falar do mais óbvio: a precariedade de edição. Devido a uma ansiedade de contar muitas histórias singulares em cima do mega crossover, notou-se uma grande necessidade de fazer cortes em extrema frequência para garantir o andamento dos episódios. Infelizmente, esses cortes impediram um aprofundamento na relação conjunta das equipes, e, em muitos casos, tive a impressão de estar assistindo um reality show com heróis, envolvidos em falsos laços de amizade. Os cortes mal feitos foram o jeito que a emissora achou para solucionar os dramas dos personagens, antes mesmo de dar ao público espaço para se cativar por eles.

The Flash: Invasion (2)

Uma confusão melodramática. Invés de dar atenção principal para os alienígenas, a trama do episódio foi direcionado ao jogo: VAMOS CULPAR O BARRY. Já havia sido anunciado que as consequências do Flashpoint seriam tratadas nas séries, mas sério que tinham que fazer isso no mega crossover? Com cenas visualmente bonitas mas redundantes no quesito de história,  o episódio passou a seguinte impressão: “há uma ameaça iminente contra a Terra, mas isso pode esperar, agora só temos que culpar o Barry…”

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Óbvio que ele deveria sofrer as consequências de seus atos, mas isso poderia ter sido abordado de forma diferente e mais sútil. Um exemplo disso foi a briga entre o Barry (interpretado pelo Grant Gustin) e o Cisco (interpretado por Carlos Valdés), que tomou muito tempo ao longo desse episódio – e dos outros também – mas que no final teve uma conclusão boba e simples.

Arrow: Invasion (3)

Parece que toda tentativa da série de agradar os fãs se torna ineficaz. Novamente, quando poderiam explorar a história dos alienígenas, a série preferiu focar seu episódio em uma ilusão vivida pelos personagens como desculpa para trazer atores de volta. Sim, eu queria ver eles passarem por esse processo, mas não durante o episódio inteiro.

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O episódio desperdiçou e desmentiu toda uma conversa que estava tendo sobre o mega crossover. A aparição RÍDICULA do Exterminador, é um exemplo bem claro disso. Sem dizer os erros de roteiro, como por exemplo: por quê o Damien Darhk não usou nenhum poder contra a Sara?

A parte três do mega crossover só serviu para prejudicar o evento e enfatizar a não preparação da CW com o mesmo.

DC’S Legends Of Tomorrow: Invasion (4)

A ideia de voltar no passado para estudar os alienígenas é sensacional, pena que o fato deles já terem visitado a Terra vem sendo mostrado desde a primeira parte do crossover, o que levante a seguinte pergunta: por que não fizeram isso por primeiro? Eu digo o porque! Para enrolar os fãs em uma história boa mas difícil de se adaptar para a TV aberta; mal vimos o Cidadão Gládio (Nick Zano) e a Vixen (Maisie Richardson-Sellers) usarem suas habilidades e o desenrolar para a nova criação do traje o Átomo (interpretado pelo ator Brandon Routh) foi muito fajuta.

O episódio mostrou também como toda a grandeza dos efeitos especiais – pelos quais a CW é famosa – pode se tornar um problema quando eles são requeridos em grande escala. O episódio termina com o Nuclear, a Canário e o Cisco salvando o mundo, sendo que o foco do crossover estava no Flash, no Arqueiro e na Supergirl (a qual foi totalmente esquecida na parte 3 e 4 do crossover).

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E esse é o problema, o crossover não da um protagonista mas também não coloca a equipe como tal. O roteiro é bagunçado e fica mais confuso ainda quando sobrecarregado com cortes que destroem momentos bons para vangloriar lutas ou diálogos chaves que perdem totalmente o peso no cenário construído.

 Enfim, queria vir aqui e poder elogiar e falar que foi a melhor experiência que já tive, mas infelizmente, como fã e crítico, me decepcionei. É bom que a CW não tente isso outra vez, e, se tentar, que faça direito ou acabará perdendo uma grande base de fãs. O mega crossover deveria ter sido épico quando foi gravado, mas os cortes o transformaram em uma simples história para boi dormir.

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