Crítica Filmes

Logan – Crítica

Nota da Crítica:

★★★★

O último filme do Hugh Jackman como Wolwerine honrou o amor de uma geração pelo personagem e enriqueceu o gênero de super-herói no cinema com um novo modo de contar uma história.

História

Humanizar um personagem que é retratado, na maioria das vezes, como um ser selvagem e sanguinário pode ser uma tarefa difícil, pois, se não for feita da maneria correta, se torna apática. Logan entregou uma história tão real e sincera em um ambiente tão fictício, que você deixa de ver os personagens e suas histórias como algo fantasioso e sim como algo humano.

Primeiro ato

A apresentação inicial do status do personagem (na primeira cena) foi muito objetiva e mostrou, de cara, várias características que iríamos ver ao longo do filme. Foi ótimo também como a relação entre o Logan (Hugh Jackman), o Professor Xavier (Patrick Stewart) e o Caliban (Stephen Merchant) foi expressada e explicada, sem se alongar e sem esconder informações.

Uma das coisas que mais me choca nesse primeiro ato do filme é, de longe, a interpretação do Patrick como Xavier; a mente mais poderosa do mundo com uma das doenças mentais que mais debilitam o paciente. Toda aquela soberania e liderança que vinhamos vendo no personagem nos últimos 17 anos foi substituída por uma total dependência e insegurança. Dando tudo de si, Patrick entregou um Professor que reflete várias das virtudes humanas e conseguiu fazer com que todos criassem um laço com o personagem que será, sem dúvida alguma, eterno.

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Outra agradável surpresa nesse primeiro ato foi a apresentação do Donald Pierce (Boyd Holbrook) e da Laura (Dafne Keen), os quais foram usados de uma ótima maneira para demonstrar – de forma natural – como seria a dinâmica entre caça e caçador que o filme teria.

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Segundo ato

O segundo ato é aonde o filme se torna um road movie. Sem precedentes, Logan me manteve focado CADA segundo me inundando em diálogos certeiros e poderosos e me certificando de que eu estava assistindo um filme sobre amor, companheirismo e família.

Nesse segundo ato, conhecemos também o X-24, um clone do Wolwerine com as mesmas habilidades e aparência da sua sósia. Admito que eu demorei um pouco para entender a metáfora por trás do aparecimento do personagem, pois no começo achava sua presença substituível, mas no final entendi que o único capaz de vencer o Wolwerine é um inimigo a sua altura (literalmente).

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Há mais uma coisa que eu adorei nesse segundo ato pois foi, para mim, o momento mais sensível e bonito do filme: a hora que os papéis se invertem e a X-23 toma conta do Logan, enquanto o mesmo descansa após dias exaustivos repletos de grandes perdas. Foi nessa cena que o filme mostrou para todos que SIM, estava na hora do nosso querido Wolwerine descansar.

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Terceiro ato

Então guys, é agora que começa os poucos, mas presentes, pontos negativos em Logan.

O terceiro ato do filme começou bem, toda aquela parte que se passa na casa dos mutantes foragidos foi muito boa, de verdade. O problema começou no ato final na floresta, pois sinceramente eu não queria ver esses mutantes usando suas habilidades, talvez um ou outro até vai, mas eles não precisavam derrotar aquele vilão só para mostrar que eles eram fortes; um grupo de crianças viver sozinho no alto de um penhasco já exaltava quão bons eles eram.

A única mutante que eu concordo totalmente que tinha que participar da batalha final, era a Laura, e – francamente – que menina incrível. Eu não sei de que lugar surgiu a Dafne, só sei que ela se encaixou perfeitamente no papel de X-23; e eu não digo isso apenas pelas emocionantes cenas de luta que ela fez, mas digo isso pela forma de que ela me tocou no seu diálogo final com o Logan, o qual, sinceramente, fez uma lágrima cair dos olhos de TODOS que estavam na sessão de cinema comigo (sem exagero).

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Relaxem, eu gostei da cena final. O modo em que ela foi produzida, com todas as crianças, o boneco do Wolwerine, a cruz e o X, foi tudo perfeito.

Trilha Sonora

O silêncio em Logan foi proposital e ajudou a estabelecer e manter o tom do filme, MAS CADÊ A MÚSICA HURT? Um dos pontos altos do primeiro trailer foi sua trilha sonora, que descreve minuciosamente alguém como o Logan! Senti falta dela no filme, que encaixaria muito bem na cena final.

Considerações finais

Se você ainda não assistiu Logan, vá ao cinema e assista, esse filme vale o ingresso, a pipoca grande e o refrigerante grande. Talvez mais para a frente eu escreva algo sobre como esse longa afetará os filmes de super-heróis e como será o futuro dos mutantes, mas por ora eu digo apenas que esse filme fez jus a despedida de Hugh Jackman do papel de Wolwerine e, além disso, mostra que por trás de toda pessoas, sendo ela fictícia ou não, existe uma história que precisa ser descoberta e explorada, e existe um humano que precisa ser conhecido.

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