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O que A Bela e a Fera ensinou para a sociedade!?

Após gerar grande polêmica nas redes sociais, filme se tornou um sucesso de bilheteria

Hey guys, tudo bem com vocês? Já faz algumas semanas que eu estava querendo falar sobre essa polêmica, mas devido ao fato de que eu estava planejando toda a divulgação sobre as entrevistas que eu fiz com os dubladores João e Isabelle (as quais você pode conferir clicando aqui), resolvi esperar até agora.

Dias antes da estreia do live action da animação da Disney, o diretor Bill Condon confirmou que o personagem Lefou (interpretado pelo ator Josh Gad) seria gay; sim, só isso. Entretanto, após a notícia sair, muitas pessoas se revoltaram contra isso achando um absurdo a Disney ter um personagem gay (até porque uma mulher se relacionar com um búfalo é completamente comum) e tal indignação levou muitos fãs a dizerem que iriam boicotar o filme.

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Josh Gad, como Lefou.

Além disso, a Bela é interpretada por, ninguém mais ninguém menos, do que a Emma Watson! Para aqueles que não sabem, Emma não é apenas uma das atrizes mais famosas do mundo, a britânica também é Embaixadora da ONU e símbolo do feminismo mundial, posição que foi usada contra ela após alguns internautas levantarem a questão de que Bela, na verdade, sofre da Síndrome de Estocolmo: nome dado a o estado psicológico em que uma pessoa – presa ou sujeita ao amedrontamento constante – começa a sentir empatia ou até mesmo amor por seu ofensor.

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Contudo, em uma entrevista a Entertainment Weeklya atriz explicou que Bela não compartilha das características dessa síndrome; confira:

“Isso é algo com o qual lutei no começo; a tal da Síndrome de Estocolmo sobre essa história. Isso é quando um prisioneiro pega características e se apaixona por quem o prende. Mas a Bela briga e discorda da Fera constantemente. Ela não tem nenhuma das características da Síndrome de Estocolmo porque mantém sua independência, mantém a liberdade de expressão”, disse Emma.

Ok, mas aonde eu quero chegar com isso tudo? Mais de um mês após a estréia do filme, alguns números bem interessantes surgiram e eu gostaria de discutir eles aqui. Alguns dias atrás, foi divulgado que o filme atingiu a marca de US$ 1 bilhão e se consolidou como a maior bilheteria de 2017. Dias antes, o filme tinha alcançado o título como a maior arrecadação de um musical com atores na história do cinema mundial.

Penso que, em pleno 2017, já está mais do que na hora de aceitar três coisas: 1- pessoas da comunidade LGBT tem o direito de serem representadas em qualquer produção cinematográfica; 2 – as princesas e mulheres atuais não precisam mais ser salvas SOMENTE por um príncipe encantado; 3 – os sites vão usar qualquer polêmica (normalmente repleta de preconceito) para disseminar notícias fúteis só para ganhar view.

O Lefou, personagem gay do filme, funciona super bem dentro da trama em sua função de alívio cômico. Com uma personalidade bem intensa, o jovem admirador de Gaston (interpretado pelo ator Luke Evans, de Velozes e Furiosos 6) é uma peça de extrema importância para a produção e protagoniza uma das melhores músicas do filme.

Ah, para aqueles que acham um absurdo um filme infantil ter um personagem gay: na sessão que eu estava, havia várias crianças e a única diferença do comportamento delas antes e depois do filme foi que, no final, elas estavam felizes por terem assistido uma ótima versão live action de um clássico da Disney.

Sobre os jornais onlines… que vergonha. Após criticarem a Emma Watson e verem que, infelizmente, isso dava polêmica=visualização, a maioria deles publicavam diariamente notícias ridículas e sem nenhum conteúdo, apenas com um título tendencioso para gerar furdúncios. O pior disso tudo é que esses sites sabem que notícias como essas podem acabar prejudicando a exibição de um filme em determinados locais; mesmo assim, eles não pararam de postar essas notícias apenas para que se criasse algum tipo de intriga e, consequentemente, aumentasse o ódio pelo filme A Bela e a Fera – o qual não havia nem sido estreado.

Fortemente, o filme mostrou que um conteúdo de entretenimento bem feito pode se auto promover sobre o desespero das mídias digitais por cliques.

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Então, o que esse filme nos ensinou? Que devemos extinguir de uma vez por todas qualquer tipo de preconceito e devemos parar de colocar nossas opiniões acima de uma indústria (entretenimento) que se abrange para milhares de pessoas que não tem a mínima obrigatoriedade de pensar como nós; que antes de atacar atores/atrizes ativistas, precisamos nos informar bem para não se humilharmos na internet.

E, principalmente, que devemos pesquisar em diferentes fontes sobre a mesma notícia e não “dar bola” para sites que difamam filmes/séries/jogos somente para ganhar seu clique sem se importar com todas as pessoas que participam da criação desses projetos. Se um site é bom, ele vai se assegurar com um conteúdo a sua altura e não se rebaixar a tretas na internet. A Bela e a Fera mostrou para a sociedade que um clássico infantil pode SIM de modernizar e que, indiferente da angústia e do preconceito existente nos jornais digitais, uma produção BOA sempre será reconhecida.

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