Crítica Séries (TV Shows)

Legends Of Tomorrow (2ª Temporada) – Crítica

Nota da Crítica

★★★★★

Em seu segundo ano, DC’s Legends Of Tomorrow se desprende de qualquer inibição superando seus próprios limites e concluindo uma história de super-heróis que parece ter saído diretamente das páginas de uma ótima história em quadrinho.

História

Após derrotar Vandal Savage (Casper Crump) e libertar a Mulher-Gavião (Ciara Renée) e o Gavião Negro (Falk Hentschel), o novo grupo de lendas fizeram novos inimigos: A Legião. Essa trindade de super-vilões era composta pelo Eobard Thawne (Matt Letscher), Malcolm Merlyn (John Barrowman) e pelo Damien Darhk (Neal McDonough), três rostos conhecidos pelos fãs de Arrow e The Flash.

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Damien Darhk, Eobard Thawne e Malcolm Merlyn

Em seus episódios iniciais, a série focou na busca das lendas por seu capitão, o Rip Hunter (Arthur Darvill). Em seguida, tomamos o conhecimento de que a Legião também estava atrás dele, pois o mesmo sabia aonde e como ficou escondida a Lança do Destino, um artefato místico que modifica e realidade. Além disso, logo no começo somos devidamente apresentados à Sociedade da Justiça da América, grupo de heróis que se torna importantíssimo dentro da história devido a suas conexões tanto com as lendas, quanto com a Lança.

A história, de um modo geral, se resumiu nessa caça ao tesouro. Contudo, o que vale destacar é a forma como ela foi contada. Explorando novos períodos do tempo (indo da pré-história à exploração da Lua) e brincando com surrealismo, Legends Of Tomorrow quebrou suas próprias regras e nos levou para um outro nível de diversão nos dando uma nova e incrível experiência.

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Sabendo que está havendo uma banalização nos últimos meses com as séries da CW devido a falta de qualidade das mesmas, eu digo com muita propriedade que Legends Of Tomorrow não deveria se encaixar nisso. Sem medo de se assumir como série de super-heróis, a mesma trouxe característica e linguagens das HQs direto para o seu modo de contar história deixando-a muito mais autêntica.

Personagens

A ideia de juntar vilões e heróis em um equipe possibilita que a CW apresente novos personagens em seu universo compartilhado de uma forma mais fácil e compreensível. Em seu segundo ano, a série ressaltou a aproximação entre o público e os personagem, de modo com que diálogos e histórias estivessem fortemente presentes em meio a toda pirotecnia do show. Pela primeira vez, em muito tempo, uma série de super-herói conseguiu me conectar tão vigorosamente com as relação dos personagens entre si e com cada um deles individualmente.

Conheça TODOS os heróis de Legends Of Tomorrow!

Nessa segunda temporada, dois novos personagens se uniram as lendas para salvar o mundo: a Vixen e o Cidadão Gládio. Admito que nos primeiros episódios, eu não estava muito confiante sobre o Nathan Heywood (identidade secreta do Cidadão Gládio), mas ele cresceu junto com a equipe no decorrer da série e recuperou meu otimismo. Alias, como historiador, ele foi um ótimo artifício usado para poder dar sentido as teóricas explicações sobre cada período histórico.

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O Cidadão Gládio (interpretado pelo ator Nick Zano) tem como habilidade a transfiguração de sua pele em aço.

Sobre a Vixen, não há como medir meus elogios a CW por ter escolhido essa heroína e sua intérprete para a série. Desde o começo, Amaya Jiwe (codinome da heroína) foi o símbolo de empoderamento feminino e conservadorismo cultural, se mantendo assim durante toda a temporada. Além de ter uma personalidade e ideologias diferentes, a Vixen foi um ótimo ingrediente adicionado a essa louca e saborosa receita.

Além do mais, a carisma e pureza que a atriz Maisie Richardson-Sellers deu para a heroína, funcionou como um grande contraste em meio a dinâmica rápida e fervorosa que a equipe costuma ter. Duvido muito que sem essa carisma, o relacionamento entre ela e o Nathan (só passando pra dizer que esse relacionamento foi MUITO BEM construído, diferente das outras relações da CW) teria funcionado.

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Vixen é portadora de um talismã que lhe concede habilidades de diferentes animais.

Em relação aos outros membros da equipe, não houve muita evolução mas sim bastante mudança. É visível que precisa-se dar um “up” no Nuclear, tanto no Dr. Martin (Victor Garber) quanto no Jefferson (Franz Drameh), pois eles não tiveram um bom desenvolvimento nem como pessoas, nem como herói, sendo que o Nuclear tem uma larga biblioteca de poderes que poderiam ser explorados.

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Entretanto, houve um episódio MUITO FODA que eu aplaudi de pé a atuação e devoção do Franz! No quarto capítulo da segunda temporada, intitulado Abdominations, a história se passa no ano de 1863, em meio a escravidão americana. O jeito que eles conectaram esse momento histórico com o Jefferson e toda equipe de Legends Of Tomorrow (a qual nesse segundo ano estava muito mais diversificada etnicamente) foi incrível. Que episódio amigos, que episódio!

O Átomo (interpretado pelo ator Brandon Routh) também não recebeu grandes alterações, a única coisa que eu percebi foi que os roteiristas desromantizaram o personagem, deixando-o apenas como o alívio cômico, que funcionou muito bem! Aliás, sua dinâmica com o Nathan era o que estava faltando na recreação da série.

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Átomo fez sua estreia nesse universo na terceira temporada da série Arrow, como interesse romântico da Felicity Smoak.

Agora vamos falar da assassina mais amada da TV: Sara Lance. Sem incertezas, ter dado mais foco a ela e colocado a mesma como capitã e líder das lendas foi o maior acerto da série. Tendo a oportunidade de entregar toda a personalidade cautelosa, divertida, charmosa e poderosa de sua personagem, Caity Lotz elevou a Canário Branco para um outro nível dentro das séries da CW.

O que mais me chamou atenção foi como houve um contraste gigante da personagem em relação a temporada anterior. Para aqueles que não se lembram, na primeira temporada da série a personagem estava lidando com as consequência de ter sido ressuscitada do Poço do Lázaro; já na segunda temporada, vimos uma Sara muito mais controlada e pensativa. Além do mais, nesse segundo ano conhecemos muito mais do lado humano da Canário Branco, o qual estava atrelado diretamente com sua irmã – a Canário Negro – a qual foi morta por Damien Darhk na quarta temporada de Arrow.

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Teoria: Como a Canário Negro ainda está viva?

NÃO, eu não esqueci dele! Sabe aquele vilão que todo mundo gosta? Então, esse vilão é o Onda Térmica! Ah, que temporada para esse esquentadinho! Além de ter se tornando muito mais importante para a trama, em nenhum momento ele perdeu sua caricata personalidade, a qual todos adoram.

Eu estava muito preocupado sobre como seria sua participação na série, afinal na primeira temporada seu comportamento era quase inteiro focado em seu companheiro, o Capitão Frio, cuja ausência já tinha sido confirmada no elenco regular dessa segunda temporada. Felizmente, a CW conseguiu achar maneiras funcionais e hilárias de manter o Mick Rory (interpretado pelo ator Dominic Purcell, de Prision Break) presente de forma apropriada na segunda temporada de Legends Of Tomorrow.

Se provando como lenda, ele conseguiu mostrar grandes valores no decorrer da série e foi o único personagem que de fato evoluiu. Com sua moral sendo testada a cada episódio, o Onda Térmica era a “ovelha negra” das lendas e mesmo assim mostrou compaixão por todos seus amigos, até mesmo quando sua lealdade foi desafiada.

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Vilões

Primeiramente, eu amei o fato de haver três vilões; segundamente, eu odiei dois deles. É lógico que, como há vários heróis, deve-se haver mais de um vilão, porém estes precisam passar a ideia de hostilidade, qualidade não presente nessa tríade.

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Damien Darhk funcionou muito bem como vilão solo da quarta temporada de Arrow, principalmente por causa das suas motivações e planos. Malcolm Merlyn parou de ser assustador quando tentaram deixar ele engraçado na terceira temporada da série do arqueiro. Já o Eobard Thawne foi o único que conseguiu ser uma ameaça as lendas.

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O Flash Reverso deve ter recebido, entre todos os antagonistas, uma atenção exclusiva na hora da escrita do roteiro, porque – sinceramente – chegava a dar dó quando o Damien e o Malcolm tentavam ameaçar as lendas. Eu gosto da ideia deles tentarem ficar se superando e se provando, e isso foi bem legal no começo, mas depois de um tempo ficou  muito chato, afinal todos sabiam que o velocista era o mais forte. A galeria de vilões só ficou realmente interessante com a chegada dele, o mito, Capitão Frio!

Wentworth Miller

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Logo que começou a sair as primeiras notícias sobre o elenco regular da série, descobrimos que Wentworth Miller não iria fazer parte, devido as suas gravações em Prision Break. Isso obviamente me chocou bastante pois esse excelente ator era uma das melhores e mais importante coisas na primeira temporada, e eu estava como muito medo da série não se assegurar tão bem quanto poderia sem ele.

Surpreendentemente, suas pequenas aparições no meio da série como as visões que Mick estava tendo não estragaram sua grande participação nos últimos dois episódios da temporada (participação a qual foi LENDÁRIA). Além de manter um alto nível de respeito com o Capitão Frio, a CW, ao introduzi-lo no final da season, não ignorou nada do que já havia sido construído deixando o mesmo como um adição funcional e legal, não menosprezando os outros personagens e seus conceitos.

Não tenho ideia de como vai ser a terceira temporada, se o Capitão Frio vai ou não fazer parte dela (afinal, a série já nos ensinou um jeito de reintroduzi-lo), mas espero que este icônico vilão tenha um futuro ao seu tamanho.

Efeitos Especiais

Outro alvo de críticas foram os efeitos especiais da série, contudo eu não consigo entender o porquê. ÓBVIO que eles não são perfeitos e as vezes seu excesso prejudica os episódios, porém os efeitos de Legends Of Tomorrow são referências na indústria, principalmente nas séries de super-heróis.

Indo contra as temáticas realistas de algumas séries, esta preza pelo lúdico e consegue adicionar elementos fundamentais a sua história pela mística dada através dos efeitos especiais que ela possui.

Considerações finais

Se você deve assistir essa série? Se a segunda temporada é boa? Todas essas perguntas são respondidas de forma individual apenas pela experiência de conhecer esse universo. Legends Of Tomorrow é a maior abrangência de super-heróis e vilões em apenas um seriado e sabe lidar muito bem com as responsabilidades que esse título carrega. Além de ser uma série leve, o expectador consegue se aprofundar intensamente nas viagens que essa equipe faz.

Sendo fiel a muitos aspectos retrôs dos quadrinhos, nessa segunda temporada conseguimos nos conectar emocionalmente com os personagens e sentimos suas alegrias, tristezas e desafios interiores. Entretanto, além de tudo isso, nessa segunda temporada de Legends Of Tomorrow vivenciamos pela primeira vez a sensação de um afeto peculiar: o amor pelo simples, colorido e brega.

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