Crítica Séries (TV Shows)

Supergirl (2ª Temporada) – Crítica

Série tem um retorno incrível em seu segundo ano, mas perde o ritmo

Nota da Crítica

★★★

A segunda temporada de Supergirl expandiu fortemente a mitologia por trás da heroína e se aproximou contextualmente da realidade. Não abandonando alguns clichês problemáticos, a nova temporada da série repetiu algumas falhas da anterior, entretanto ficou claro que a CW está cada vez mais buscando ouvir as opiniões do público para melhorar suas séries. E a segunda temporada de Supergirl é um claro exemplo desse amadurecimento por parte da emissora.

Supergirl: Série retorna de maneira incrível para sua 2ª Temporada!

História

Nesse novo ano, a história focou em apresentar a grande variedade de espécies que vivem no universo e como todos eles interferem na Terra. O elo de tudo isso foi a chegada de Mon-El (interpretado pelo ator Chris Wood), um daxamita – espécie rival dos kryptonianos –  que mexe bastante com a Supergirl (interpretada pela atriz Melissa Benoist) e acaba se tornando uma ameaça, de forma indireta e direta, ao mundo.

Essa rivalidade entre as duas raças foi muito bem aproveitada para ser o gatilho de inúmeros conflitos, de forma simples e convencedora. Aliás, usar o Mon-El como chave motivacional para a grande invasão alienígena no final da temporada (sobre a qual falarei adiante) foi muto bem pensado porque, no decorrer da temporada, a história não pareceu forçada nem precisou encher os diálogos dos personagens de explicações.

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Comparação entre o Mon-El da série (à direita) e uma das versões dos quadrinhos (à esquerda).

Mas então, ter expandido a mitologia da série foi algo bom para a história? Sim! Porém tal ampliação foi executada da maneira errada. Nessa nova temporada, Supergirl focou em fazer episódios mais procedurais do que conectados, e isso foi MUITO importante para mostrar elementos novos (como raças alienígenas e personagens inéditos), contudo, tal escolha forçou a série guardar muita coisa para os capítulos finais sobrecarregando-se.

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Mas voltando para os pontos positivos, uma das melhores coisas da segunda temporada foi exteriorizar a independência dos coadjuvantes. Ver Jimmy (interpretado pelo ator Mehcad Brooks) indo atrás de seu novo objetivo na vida; conferir o Winn (interpretado pelo ator Jeremy Jordan) tendo um relacionamento; presenciar o Caçador de Marte (interpretado pelo ator David Harewood) se confraternizando com a Miss Marte (interpretada pela atriz Sharon Leal); e acompanhar a paixão entre a Alex (interpretada pela atriz Chyler Leigh) e a Maggie (interpretada pela atriz Floriana Lima), foi incrível e me aproximou de forma significativa de todo aquele universo.

Além do mais, é perceptível que a história de Supergirl abordou muito mais temas socioculturas nesse novo ano. Vamos começar pelo fato de que o próprio Mon-El é um grande representante de toda a polêmica sobre a imigração nos Estados Unidos; representação a qual pode ser vista também no episódio City Of Lost Children (Cidade das Crianças Perdidas, na tradução livre), aonde temos toda aquela situação entre o Jimmy e o Marcus. Outro grandes grandes questões abordadas na série são o tráfico de pessoas, a homofobia e o empoderamento feminino.

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“Sabe, é verdade o que eles dizem. Por trás de um grande homem, está uma grande mulher” 
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“Oh, eu não saberia. Eu nunca fiquei atrás de um homem”.

Vilã

Como dito anteriormente – devido aos episódios procedurais – a série teve vários vilões, entretanto a grande vilã da mesma foi, sem dúvida alguma, a Rhea (interpretada pela atriz Teri Hatcher). A construção da personagem ao longo da temporada foi muito boa, sua história e suas motivações, tudo ficou bem explícito e nada pareceu banal; além disso, Rhea realmente foi uma ameaça à Supergirl, o que é realmente difícil ser, afinal a kryptoniana é uma das mulheres mais poderosas do planeta.

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Porém, há algo que eu gostaria de ressaltar sobre a rainha: sua intérprete. Eu não sei se foi falha no roteiro, ou na atuação da Teri, mas eu não comprei a vilania da Rhea em nenhum momento, pelo contrário, achei sua atuação muito exagerada. Como eu disse, EU GOSTEI da vilã como personagem pois, diferente de outros, ela não foi simplesmente jogada na série obrigando o público a criar uma feição com ela. Contudo, houve uma overdose de encenação desnecessária que deixou a Rhea muito cartunesca e panfletária.

Outro ponto positivo na rainha, foi os diversos meios que ela usou para chegar ao seu objetivo, impondo à Supergirl vários desafios e nos entregando arcos bem legais.

Kara Danvers e Superman

Não tem como eu fazer essa crítica sem dar um foco especial a eles. Começando por Kara, a coisa mais perceptível nessa segunda temporada é a necessidade que ela teve em se encontrar como humana e balancear isso com seu lado heroico. Ver a garota de aço passar por frustrações cotidianas – como se provar em seu ambiente de trabalho – foi algo muito bacana, principalmente porque isso aproxima muito a relação carinhosa entre o público e a protagonista da série, afinal nem todo protagonista de seriado é o personagem mais amado do mesmo.

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Um grande exemplo de como o lado humano da Supergirl foi muito melhor trabalhado nessa temporada, são as várias vezes em que ela combate o crime como uma jornalista e não apenas como uma heroína.

Agora sobre o Superman, eu achei  a participação dele nos dois primeiros episódios muito boa e funcional, mas eu não entendi o porquê colocar ele na season finale contra a Kara. Não havia necessidade de provar o poder da Supergirl menosprezando, ou diminuindo, o do Clark, afinal, ele já está na Terra há muito mais tempo e, sem dúvida alguma, seria mais forte do que ela… E está tudo bem ele ser, porque isso não significa que ela seja fraca.

Contudo, eu fiquei bem feliz com esse Superman, pois quando saiu o anúncio que teríamos a participação dele na segunda temporada da série e quando surgiu a primeira imagem do ator Tyler Hoechlin usando o uniforme, a internet caiu em cima com todo seu ódio (sem sentido) gratuito. Felizmente, o resultado final foi muito bom.

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Clichês

Como dito no parágrafo introdutório, a série teve sim seus clichês. Supergirl fazendo pose com os braços na cintura ou rasgando sua camisa são dois exemplos desses chavões. Mas além desses, temos aqueles que passam despercebidos, porém que irritam do mesmo jeito. Diálogos fúteis ou cenas que forçam uma emoção para passar desesperadamente sentimento, também são grande clichês (principalmente na CW), mas que podem ser evitados.

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Cat Grant e Maxwell Lord

Sim, eles fizeram muita falta. Eu não sei porquê o Maxwell Lord (interpretado pelo ator Peter Facinelli, da Saga Crepúsculo) não voltou para o seu papel! Sem dúvida alguma um dos melhores e mais misteriosos personagens dessa nova temporada, o gênio foi simplesmente ignorado e sua falta deixa muitas dúvidas, mas principalmente, muita saudade.

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Já a Cat Grant (interpretada pela atriz Calista Flockhart) tem uma razão para a sua ausência: as locações de Supergirl mudaram de cidade e a atriz não se dispôs a acompanhar essa mudança. Sua pequena participação nos dois últimos episódios foi muito boa e trouxe consigo aquele teor cômico que só ela consegue trazer, entretanto, sua falta é notável.

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Mas que esse fan service (trazer a Cat de volta) foi muito bom, isso foi!

Crossovers

Nessa temporada, tivemos dois crossovers entre Supergirl e as outras séries da CW. O primeiro deles foi o Invasion que serviu muito bem para apresentar a alienígena para os outros heróis da emissora. A melhor parte desse crossover é que ele serve como um marco na evolução da heroína.

Invasion (Crossover) – Crítica

O outro crossover (o melhor entre os dois) foi somente com a série The Flash! Com uma dramaturgia totalmente diferente, unir esses dois heróis em um MUSICAL foi simplesmente INCRÍVEL! Eu sei que o que eu vou falar agora é muito egoísmo de fã, mas eu quero um crossover deste todo ano!

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3 estrelas

A série evoluiu muito nessa nova temporada, porém teve muita oscilação. Com tramas e personagens muito bem desenvolvidos, Supergirl se firma como sinônimo de qualidade rompendo os preconceitos que ainda restavam contra a série. Além do mais, nesse novo ano, o seriado ousou e expandiu sua mitologia para outro nível nos deixando ansiosos para o que pode vir no futuro.

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