Crítica Filmes

Okja (Netflix) – Crítica

Okja é uma adição agradável ao variado catálogo da Netflix

Nota da Crítica

★★★★

Balanceando ação, drama e comédia, o diretor coreano Bong Joon-ho faz arte de uma ideia simplória e prova para o mundo seu talento. Formado por camadas, Okja é o filme ideal para sua plataforma, pois não seria possível aprecia-lo em apenas uma sessão de cinema.

A base do filme é o clássico companheirismo do humano e seu animal de estimação. Os primeiros 30 minutos do longa são essenciais para estabelecer alguns parâmetros entre a relação da Mikha com o Okja, como – por exemplo – o fato de que o super porco, devido ao seu tamanho e força, consegue defender muito mais a garota do que ao contrário. Esses padrões sendo definidos já no início agilizaram o acontecimento da primeira cena de ação ritmizando o andamento do filme.

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A relação entre eles é clara, porém eu acho que o longa poderia ter explorado melhor o convívio dos dois protagonistas invés de usar diálogos para justificar esse afeto (como aquele momento em que é contado que a Mikha é órfã). Em vários instantes eu senti que algo fundamental para me fazer comprar a amizade de Okja e Mikha estava faltando.

Em contrapartida a isso, o diretor fez muito bem ao criar os personagens de forma cartunesca com uma única exceção que é a Mikha (interpretada pela atriz Seo-Hyeon Ahn). Esse feito transmitiu com mais clareza a inocência da criança e otimizou a carga dramática em cima da história e todo o contexto sociopolítico da mesma. Uma atenção especial deve ser dada aos personagens de Jake Gyllenhaal (O Dia Depois de Amanhã) e Tilda Swinton (Doutor Estranho), que ultrapassam o limite da timidez e retratam com um ardente sarcasmo comportamento bem atuais.

Outra coisa que eu gostei no exagero do filme foi como ele divide as ideologias. Pegar o veganismo e transformar isso para base de uma organização secreta foi simplesmente uma das ideias mais inéditas e incríveis que vi. Por mais que eu pense que houve um desperdício de potencial nos personagens dos atores Steven Yeun (The Walking Dead) e Lily Colins (Simplesmente Acontece), fiquei surpreso com a interpretação do americano Paul Dano, que dá vida ao Jay, líder da organização.

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Óbvio que eu não poderia deixar de falar sobre a maravilhosa trilha sonora de Okja! Em uma sintonia nostálgica, a música era estranhamente gostosa e confortante. Diferente do comum, a trilha sonora estava apenas sobreposta as cenas e isso criou um efeito angustiantemente bom.

Entrevista com a Youtuber Dani Rubim, do Geek Tutoriais! 

Okja preenche uma vaga até então desconhecida no catálogo de filmes da Netflix e dá espaço para que um assunto importante e ignorado seja ouvido. Com atuações memoráveis e uma trilha sonora digna de grande apreciação, a amizade entre um super porco e uma pequena garota coreana é a história mais bonita que você possa querer conhecer.

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