Crítica Séries (TV Shows)

Orphan Black (5ª Temporada) – Crítica

Orphan Black é a obra-prima da TV que vai deixar saudades

Nota da Crítica

★★★★★

A quinta e última temporada de Orphan Black encerra definitivamente toda a mitologia da série com dez alucinantes e glamorosos episódios. Indiferente da sua narrativa ficcional, a série trabalhou muito bem as relações e as vidas dos personagens de um modo simples e humano.

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A quinta temporada de Orphan Black tem uma plano ousado: explicar todas as dezenas de mistérios que não tinham sido respondidos nas outras temporadas enquanto cria uma nova narrativa para seu último ano. Por mais que a série dá uns leves tropeços, ela conseguiu concluir com sucesso sua ideia.

Ela começa em um ritmo um pouco quanto lento, tentando situar novamente o espectador em todo aquele universo, mas rapidamente vai preenchendo seus episódios com muita ação, suspense e com uma carga dramática bem pontuada, o que faz toda a diferença na hora de assistir. Além do mais, o fato da série dividir os momentos de sua história entre todas as clones foi muito útil para trabalhar suas diferentes vidas e como elas todas são afetadas pelo antagonista.

Falando das clones, a nova temporada de Orphan Black soube como retratar cada uma das distintas personalidades e procurou, de modos mais simples, humanizar todas elas, retirando de uma vez por todas o rótulo de “rato de laboratório” a elas impregnado.  Essa decisão foi essencial para que os fãs criassem cada vez mais apego com elas, em especial com a Helena e a Cosima, que tiveram um grande destaque nesse novo ano, uma pela sua escolha materna e a outra pela sua atitude de líder. Outro ponto que deve ser levantado e as mudanças de atitude da Rachel e da Alisson, que trouxeram uma dinâmica inédita e essencial para todo o desenrolar final da trama.

Além das clones, a última temporada da série acoplou de forma literal toda a mitologia de Orphan Black e isso trouxe muitos personagens; alguns que tiveram um fim interessante, outros que só somaram o fan service, mas de qualquer forma a junção de todos eles no decorrer dos dez episódios foi muito satisfatória.

Mitologia e Vilão

Outro dos grandes acertos dessa nova temporada foi o vilão: P. T. Westmorland (interpretado pelo ator Stephen McHattie). Coberto de mistérios, a vida desse homem foi – durante a maior parte da série – uma incógnita e a resolução desse enigma foi satisfatória e bem feita, não o desrespeitando mas sim, o desprestigiando.

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Além de ser parte essencial na explicação de todo o confuso e recôndito universo de Orphan Black, P. T. era a personalidade que faltava na série, afinal, um vilão que consegue enganar dezenas de pessoas (inclusiva a clone mais esperta) é SIM um grande vilão! Falando nesse universo confuso, devo dizer que fiquei surpreso com o rumo que a BBC encontrou para dar à toda essa história, pois é sabido que existiam muitas coisas sem explicações e que se fossem resolvidas de uma maneira mal feita me irritariam e irritariam a muitos fãs.

Essa temporada teve erros? Sim, teve. A rebeldia de Kira (Skyler Wexler) no começo da temporada ficou meio fora de proporção em relação a seu relacionamento com Sarah (interpretada pela talentosa e dona dessa série inteira, Tatiana Maslany) no final da quarta temporada. Outro relacionamento estranho foi o triângulo amoroso entre a Coady, o P. T. e a Susan (interpretada pela atriz Rosemary Dunsmore), o qual não somou nada a trama principal.

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Indiferente dos leves erros, Orphan Black é uma obra-prima da TV moderna e, sem dúvida alguma, vai deixar muita saudade. Ao longo de suas cinco temporadas, a série rendeu uma história inédita e cativante, tanto pela sua proposta quanto pelo modo que esta foi executada. Em seu último ano, a série se elevou a um nível ainda maior de qualidade, agrandando a crítica e, principalmente, os fãs.

 

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4 comentários

  1. Olá!
    Sou dessa série que tem uma pitada de X-files. Também sou fã da atriz principal, pois não deve ser fácil segurar uma série intera praticamente sozinha. Estou assistindo a terceira temporada agora, mas não quero que acabe.

    Beijos!
    Gatita&Cia.

    Curtido por 1 pessoa

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