Entrevista

Entrevista com o dublador Andreas Avancini!

Hey guys, tudo bem com vcês? Eu sei que o número de post em setembro foi quase zero mas isso ocorreu devido a dois grandes motivos: 1- eu estava terminando meu curso de idioma e precisava focar toda minha atenção nisso; 2- no meu tempo livre, consegui agendar essa entrevista que, sem dúvida alguma, é a maior já feita aqui no blog se equiparando a conversa que tive com o Youtuber Matheus Jucinsky, que acabou de ultrapassar a marca dos 400,000 inscritos.

Enfim, espero que gostem dessa conversa que tive com o dublador Andreas Avancini, um mito e veterano na dublagem brasileira. Responsável por emprestar sua voz a dezenas de personagens marcantes, Andreas comentou sobre a dublagem em jogos eletrônicos e sobre a grande polêmica que envolveu o filme Death Note. Confira tudo!

Entrevista com o João Victor Granja, o Dustin de Stranger Things!

1 – Andreas, ao observar seu currículo, nota-se que você foi a voz de personagens que marcaram gerações (e que estão marcando a atualidade), como é o exemplo do Tails (Sonic, O Ouriço), George (Stuart Little) e o Peeta (Jogos Vorazes) . Você vê isso mais como uma honra ou responsabilidade?

“Eu vejo como as duas coisas. Eu pude fazer parte de muitas coisas (não tantas quanto gostaria, claro) que fizeram parte da minha infância e adolescência. É muito interessante poder participar disso. É sempre uma responsabilidade grande dublar algo famoso que você deve tomar todo o cuidado pra ficar com a melhor qualidade possível. Quem dirige também é muito responsável, claro.”

2 – Você re-dublou o Luke Skywalker (franquia Star Wars) e dublou o Leonardo (As Tartarugas Ninjas), dois ícones da cultura pop. Em seu cotidiano, as pessoas – em especial os geeks – reconhecem o seu trabalho? Como é a abordagem do público em geral?

“Dublagem é um meio um pouco fechado. Eu não costumo participar muito de eventos, então só realmente quem curte dublagem conhece meu trabalho e quem eu sou. Mas ódio a parte, de quem realmente só curte depreciar nosso trabalho, os feedbacks sempre foram muito positivos. Fico muito feliz quando recebo um elogio ou crítica construtiva.”

3 – Você gostaria de dublar algum game em especial?

“Sou super fã da Nintendo, e gostaria muito de poder trabalhar em algum game deles, apesar de ser quase impossível, pois até hoje os jogos quase não tem voz. Tomara que no futuro possa surgir alguma oportunidade. Além disso, qualquer jogo é sempre muito legal de fazer, já que sou muito ligado a este mundo.”

4 – Qual a sua opinião sobre a nova moda que é a dublagem ser feita por youtubers? Você acha que isso pode ser prejudicial à indústria de dublagem? Por quê?

“Acho que a moda sempre existiu, mas com personalidades de televisão. Hoje em dia, como quem é famoso é youtuber, é natural para as empresas quererem traze-los. Infelizmente, diferente do mercado internacional, que usa atores mais completos para este tipo de participação especial, muitas vezes o resultado não fica tão legal. Mas faz parte do mercado e sempre vai existir a necessidade de atrair mais pessoas pro cinema.”

5 – It: A Coisa acaba de se tornar a maior bilheteria de filmes de terro para maiores dos Estados Unidos. Você foi o responsável por dublar a voz do palhaço protagonista Pennywise (interpretado pelo ator Bill Skarsgård), o qual é uma figura bem excêntrica. Há alguma diferença em dublar um personagem como o Pennywise devido a suas características ou isso não interfere no seu trabalho?

“Pra mim tem bastante diferença, pois é nesse tipo de trabalho que realmente é testada sua capacidade de interpretar em dublagem. É algo completamente fora do comum, cheio de detalhes e camadas de emoções e como dublador, você precisa entender aquilo e passar fielmente na interpretação, tudo em questão de segundos. É muito interessante esse tipo de personagem, e gostaria de fazer mais trabalhos desse tipo. Personagens difíceis são os mais interessantes, pois a gente aprende mais.”

6 – Você já participou da dublagem de várias adaptações literárias, como Jogos Vorazes, Cidades de Papel, Maze Runner, Cinderela, A Culpa é das Estrelas, dentre outros. Essas produções acumulam tanto os fãs das sagas literárias, quanto os fãs dos filmes. Você estuda os personagens com antecedência para deixa-los mais fieis as suas personalidades literárias?

“Quando tenho tempo, eu tento pelo menos estudar os personagens. No caso de Cidades de Papel, eu fiz questão de ler o livro, e isso me ajudou bastante na hora de dublar, pois eu sabia de diversos detalhes do personagens que o filme não dizia. Mas mesmo que eu não tenha tempo de ler o livro inteiro, sempre procuro saber mais dos personagens, ajuda bastante.”

7 – Recentemente, você dublou o personagem Light (interpretado pelo Nat Wolff) na adaptação live action do anime Death Note. As opiniões sobre a qualidade filme são bem dividias. Você achava que o filme iria gerar tanta polêmica na internet enquanto estava dublando-o?

“Eu sou fã da animação original, e quando dublei, percebi as diversas diferenças na história e personagens. Conhecendo o público, tive certeza que iria criar polêmica. Eu pessoalmente não achei o filme ruim, é um bom “sessão da tarde”, divertido, com cenas interessantes, porém é complicado assistir comparando com o conteúdo original.”

Os Defensores (Netflix) – Crítica

8 – Existe uma grande discussão nos fóruns geek sobre o embate entre a Netflix e as mídias tradicionais. Você acha que a streaming está ameaçando o cinema ou a TV?

“Acho que tudo é uma evolução natural do entretenimento, é claro que ameaça e o divertido é exatamente acompanhar como cada um joga e evolui. A indústria evolui, é normal.”

9 – Você é a voz do personagem Rook na série Ben 10: Omniverse, série a qual ganhou um reboot recentemente com traços mais infantis. Tal prática vem se tornando comum entre os estúdios, os quais estão pegando franquias famosas e as reformulando para uma nova geração (como é o caso de Jovens Titãs e As Meninas Superpoderosas). Entretanto, muitos fãs se sentem ofendidos com isso. Qual sua opinião a respeito?

“O mercado caminha sempre pro lado do que é seguro, garantido e dá mais dinheiro. É muito mais fácil criar algo em cima do que já existe. Não tem muito pra onde fugir nesse caso, e acho que só vai piorar. Sorte que essas mesmas empresas investem em coisas originais, como Rick and Morty e diversas outras animações que são geniais. A questão é que o público em geral gosta do que é confortável.”

10 – Por fim, quais conselhos você daria para alguém que pensa em trabalhar na área de dublagem?

“Corra atras da qualidade do seu trabalho. Não existe voz “boa” pra dublagem, o que importa é a interpretação. Procure bons cursos.”

Entrevista com a Isabelle Cunha, a Eleven/Onze de Stranger Things!

Bom guys, é isso, espero que tenham gostado pois para mim foi uma honra poder entrevistar o Andreas, cuja voz marcou boa parte da minha infância e adolescência. Se você puder compartilhar esse post com seus amigos eu agradeceria e fica sempre conectado ao blog para não perder nenhuma surpresa.

 

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