Crítica Filmes

Viva – A Vida é uma Festa | Crítica

"Cantando nossa música o amor só vai crescer, lembre de mim"

Estreando no momento certo, Viva mostra quão bela é a cultura mexicana, que no filme é apontada no Dia dos Mortos, e encanta com um visual colorido e cheio de texturas. Não tendo grande destaque em relação a outros filmes da Pixar, o longa garante o entretenimento e a emoção padrão das produções do estúdio.

O filme é bem simples em sua narrativa, tomando decisões esperadas e seguras, mas ainda assim consegue colocar alguns traços das produções midiáticas mexicanas na mesma. Tendo reviravoltas interessantes, Viva – A Vida é uma Festa (no original, Coco) é mais contido em relação as múltiplas analogias sociológicas e filosóficas que usualmente os filmes da Pixar são tão característicos por ter, em parte, penso eu, por causa da grande influência que a Disney exerce sobre a produtora. Indiferente disso, pelo menos em uma cena você vai chorar.

Acho válido fazer uma observação muito interessante sobre a narrativa: a presença do espanhol. É muito comum ver em filmes americanos que retratam outros lugares uma completa ignorância com a Língua local (destaque para Rio), mas em Viva isso não acontece. Tanto nos diálogos quanto nas canções, o espanhol se faz presente e dá muita personalidade ao longa animado.

O filme passa por transições visuais muito interessantes e destaca com confiança os diferentes cenários por onde Miguel transita, entretanto, em relação aos traços dos personagens, Viva – A Vida é uma Festa não tem grandes inovações em semelhança a outros filmes do gênero. Falando sobre Miguel, o personagem tem uma jornada típica já vista em milhares de outras produções, mas sua personalidade forte (característica dos latinos) acaba engrandecendo sua história ao longo do filme.

Indicado ao Oscar Melhor Animação em Longa-Metragem Melhor Canção OriginalViva – A Vida é uma Festa é o alívio animado que o mundo precisava e, sem dúvida alguma, merece ser assistido por todos. Causando questionamentos sobre a imagem mórbida que temos da Morte, o filme enriquece os valores familiares tradicionais ao mesmo tempo que os crítica.

 

Nota do Crítico

★★★★

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